segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Apatia e participação política

A Política é a “chave mágica” para consertar o nosso Planeta. Por isso é preciso que os jovens se apaixonem pela Política.

Apatia é o sentimento de indiferença aos acontecimentos do mundo que nos cerca, principalmente no que diz respeito à violação dos direitos fundamentais à pessoa humana – humano, civil, sexual e reprodutivo – e a questão ambiental do nosso planeta.

Apatia é o sentimento de que não somos (co-)responsáveis pelo que acontece à nossa volta (pobreza, fome, corrupção, pedofilia, homofobia, aids).

É a certeza de que não podemos interferir nas “mazelas” do mundo.

A injustiça social, a destruição ambiental, a crise política e econômica, tudo acontecendo e a gente assistindo como um mero espectador, como se tudo o que está acontecendo não passe do mais novo sucesso do cinema retratando uma pseudo-realidade, tudo criado com os mais modernos equipamentos de efeitos visuais de Hollywood.

Apatia é ver um mundo destruído diante de nós e achar que não é possível ou necessário gritar, espernear, tirar a roupa, dizer o que pensa, fazer uma boa ação, reunir os amigos para “navegar” de encontro a esta realidade.

Apatia, penso eu, é inverso de simpatia, que é o sentimento de se apaixonar, abraçar uma causa, seja ela qual for, e lutar com amor (o que é muito mais sublime que simpatizar-se apenas) para que algo seja mudado, e se não der para mudar valeu o esforço e alegria de poder dizer o que pensa. Simpatia na prática é mobilização, protagonismo, militância, ativismo, palavras que estão muito distante do cotidiano dos nossos “jovens apáticos”.

Volto a dizer, para ficar marcado na memória de quem, porventura, a partir deste “manifesto à simpatia” vir a se engajar em uma causa social, ambiental ou política: o resultado esperado da mobilização e da luta de “jovens simpáticos” nas referidas questões não deve ser apenas a mudança radical da situação ou comportamento enfrentados.

Quantas vezes os bons “simpáticos jovens” da geração de outrora não foram às ruas apenas para dizer “não”, embora soubessem que muitas vezes não seriam ouvidos, ou na certeza de que, já não estariam mais por aqui quando o seu “não” passasse a ser respeitado.

O “jovem simpático” carrega no peito o ardente desejo de interferir no mundo que o cerca, e mesmo quando isso não é possível a alegria de ter dito o que ele e seus pares pensam, desejam e o que de fato é melhor para eles, faz jorrar de suas entranhas o gozo e o contentamento de tê-lo feito.

Os “jovens simpáticos” enxergam a verdade absoluta de que o país e o planeta em que vivemos têm uma “chave mágica” para consertar todas as suas imperfeições: mobilização, ou melhor: Política.

Para consertar o nosso país e o nosso planeta precisamos que milhões de jovens tenham simpatia pela Política, que se apaixonem, que morram de amores pela boa e velha Política e que ainda contagiem os que estão ao seu redor com essa paixão.

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