quarta-feira, 22 de julho de 2009

Notas sobre o 51º Congresso da UNE

A UNE não é mais a mesma – A presença de Lula na abertura do Congressoa da UNE na manhã do dia 15 de julho, sendo o primeiro presidente da republica a participar deste evento, não representa um avanço para os estudante e para a UNE, pelo contrario, representa uma aliança muito forte da direção da instituição com o governo federal, prejudicando a independência e liberdade de expressão da mesma. Atualmente as diversas atividades da entidade, como a Caravana da UNE e o próprio CUNUNE nos últimos anos tem sido financiados pelo governo federal.

Mas este não foi o único ponto vergonhoso deste congresso que acompanhei de perto. Diante da presença de Lula as bancadas calaram-se, a pedido de suas lideranças não entoaram o tão ensaiado FORA SARNEY! Não gritaram nada que pudesse ofender o chefe de estado, isso apenas na sua ausência, pois nos corredores da UnB e no ginásio onde aconteceram as plenárias muito gritavam seu descontentamento com o governo. Pura hipocrisia. A Juventude não é a mesma, a juventude da UNE de outrora não calava-se diante dos poderosos.

Bancada socialista – As lideranças da bancada socialista com visibilidade nacional mostraram-se estrelas intocáveis, não houve dialogo ente as bancadas estaduais, embora estivessem no mesmo alojamento. Diante de uma bancada expressiva de Diversas forças (UJS, JPT, Kizomba, etc), via-se uma Juventude Socialista Brasileira (JSB) dividida, quase muda. Talvez esta falta de diálogo e articulação com as outras forças e com seus próprios militantes tenha sido responsável pela derrota das Diretas Já.

A Caravana Maranhense esteve presente no 51º Congresso da UNE com os seguintes companheiros socialistas: João Costa (Nunes Freire), Leandro (Nunes Freire), Ivanjaques (Nunes Freire), Jéferson (Pinheiros), Wilson (S. Luis), Johnatah Nabate (São Luis), Richelly (S. Luis), Jordana (S. Luis), Idalete (Pinheiro), Cleiton (Bom Jardim) Danúbio (Estreito), Lucas Henrique (Estreito) e este blogueiro coroataense, liderados por Manoel Neto diretor da UBES, que participou como observador como alguns dos citados.

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