quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A militância gay no movimento de juventude

De forma muito comum, jovens gays são encontrados nas trincheiras da luta pelos direitos da juventude, sem deixar de empunhar a bandeira do arco-íris.

Somos um número expressivo dentro dos grêmios, das uniões estudantis, juventudes partidárias, muitos nos inúmeros fóruns de juventude espalhados pelo país e, inclusive, na juventude que cresce no seio das igrejas, fomos muitos nas conferências. Somos a cara da juventude dessa nação alegre e vibrante como as sete cores do movimento.

E mesmo quando estando ali não levantamos a nossa bandeira tão colorida quanto “pesada” e “sofrida”, somos enxergados, nos confundimos no meio deles, e nossas opiniões e atitudes são respeitadas, estamos assim ajudando a construir um ambiente social menos hostil a nossa presença. Estamos ensinando-os que devemos ser respeitados, ainda que sem exigir ou pedir isso.

Um exemplo de nosso engajamento foram as conferências de juventude municipais, regionais, estaduais e nacional, participando nas plenárias, nas discussões, nas mediações, como mestre cerimônias e até na mesa de autoridades, lá estávamos fazendo o que já dizia o próprio tema: “levantando a nossa bandeira” multicolorida em meio a inúmeras outras bandeiras.

É a integração dos jovens gays com os jovens dos demais segmentos sociais, como diria a estudiosa Miriam Abrammovay, com as “juventudes” (Unesco, 2005).

São os jovens gays aprendendo e ensinando que não podemos ficar sozinho nesta difícil luta. Agrupar para nos fortalecer, é o que estamos fazendo.

Não tenhamos dúvida do quanto isso será importante para que sejamos cada vez mais respeitados, ouvidos e donos do poder. É o empoderamento juvenil, é o empoderamento da jovens gays.

Estamos travando a batalha contra o preconceito e a discriminação. Embora algumas vezes sem intenção, porque dentro do nosso íntimo nós desejamos que não precisássemos lutar contra preconceito nenhum, gostaríamos que fossemos apenas jovens com nossas especificidades comum a nossa faixa etária ou a qualquer segmento organizado e ponto final.

Mas, sabemos que este mundo não é um conto de fada pintado do nosso jeito, e que a luta por mais segurança, educação para a diversidade, política de saúde, inclusão social, tem que ser travada e, preferencialmente, com nossos aliados, pois precisamos sair vitoriosos do combate.

Precisamos continuar povoando, colorindo, não somente no movimento de juventude, mas aonde tiver gente organizada (onde não tiver a gente organiza do nosso jeito) lutando por melhoria na qualidade de vida, direitos iguais e afins.

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